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Hoje se fala muito em sacolas ecológicas e em diminuir o uso do carro no dia a dia. Como a maioria dos costumes cristalizados, não é de se estranhar que a resistência em deixar de lado o carro para fazer compras no mercado da esquina aconteça com frequência. Quem quer caminhar carregando peso, mesmo até o mercado próximo? Enfim, quando eu morava em Salvador, minha dependência por carro era grande. Sempre dava um jeito de pegar carona com minha mãe ou com meu pai, ou com quem quer que me oferecesse a comodidade. Quando me mudei pra São Paulo, sem carro, em uma cidade em que tudo é absurdamente longe, comecei a aprender a usar as duas pernas e os transportes coletivos. Perninhas, metrô, ônibus e segue a lista. A preguiça às vezes me fazia praguejar, até que comecei a perceber que de uma forma ou outra, eu estava afastando um pouco o sedentarismo em que eu me encontrava afundada até o pescoço. Mas o que isso tem haver com a mochila?

Bom, logo que me mudei, fazia mercado de mês, pagava uma vez o táxi e acabou-se. Só que nessa de comprar coisas em quantidade, perdi muitos produtos, já que em uma casa onde vivem duas pessoas apenas, as coisas demoram de ser consumidas. Foi aí que resolvi buscar no bairro mercadinhos, feiras, lojinhas, onde eu pudesse ir a pé e fosse comprando as coisas aos poucos, para evitar perder produtos e me forçar a sair do maldito sedentarismo. O problema era carregar todas aquelas compras com os braços, naqueles sacos plásticos fracos. Acabei descobrindo a mochila como meio alternativo de fazer compras e há meses adotei o hábito. Por que prefiro a mochila? Porque o peso é equilibrado nos ombros, enquanto as sacolas ecológicas ou as genéricas acabam sempre pesando em um lado só e de quebra você ganha um probleminha de coluna. Uso a mochila para ir ao Mercadão Municipal, à Liberdade, aos mercados e lojinhas do bairro onde moro. Quando quero fazer uma compra maior, espero chegar o fim de semana e Fábio vai comigo. Duas mochilas, mais compras, sedentarismo longe, saúde voltando com as caminhadas, economia e alternativa ecologicamente viável. Hoje mesmo saí debaixo de chuva para comprar banana, abóbora e leite. Tudo na mochilinha, braços livres, pernas em movimento. Sim, de vez em quando a gente precisa mudar hábitos e se adaptar a outras formas de se levar a vida. :D

Beijos,

Jana.

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