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A 33ª semana começa hoje, cheia de novidades bacanas. :D Comecei hoje o curso de Nutrição e Dietética. A turma não é grande, umas 30 pessoas, tenho uma disciplina por dia e o primeiro dia foi tranqüilo. A professora de técnica de dietética e composição de alimentos fez um panorama geral do curso, áreas de atuação, tirou dúvidas e acho que vou gostar. Estou feliz por estar começando algo novo, mais madura e mais consciente desta vez. Aos 17 anos, quando tive que escolher uma profissão, escolhi Letras por amor e interesse na área, mas não me permiti ver outras possibilidades. Hoje vejo que meu amor por Letras nunca vai deixar de existir, pois tenho uma relação forte com literatura, mas vou tentar buscar minha realização profissional em nutrição. Como disse em um post anterior, se não me engano, optei primeiramente por um curso técnico, porque preciso de base para enfrentar depois o superior numa área completamente diferente da minha, também para ter certeza se é a minha mesmo e para tentar ingressar logo no mercado de trabalho. Quero ir ganhando experiência.

Bom, vou agora reorganizar minha rotina em casa, estabelecer meu horário de estudos e adaptar afazeres, coisas a resolver, tudo para não embolar meu meio de campo. Tentarei não deixar acumular nada para depois não enlouquecer por aqui.

Agora mudando de assunto completamente, hoje a Annie publicou um selinho para ilustrar o post dela que dizia: “Não gravite na órbita da sua imagem e nem tenha uma necessidade neurótica por elogios”. Achei muito interessante ela chamar atenção a algo que está se tornando tão comum entre as pessoas hoje. Vivemos numa sociedade preocupada demais com a imagem e que está gerando cada vez mais pessoas narcisistas, que mergulham vertiginosamente em sua própria imagem e esquecem de enxergar o outro. Em nome do “eu”, as pessoas desrespeitam os direitos das outras, os limites, os espaços. Tudo em nome do que “eu quero, acredito e preciso”. “Gravitar na órbita da sua própria imagem” nada mais é que só enxergar a si mesmo, seu umbigo e cortar qualquer possibilidade de interação com o outro. Mas o que seria de nós se não houvesse a interação com o outro? Muito do que somos foi construído justamente nesta troca de experiências e pontos de vista. Girar em torno de nós mesmos, acreditar que somos o centro de tudo só nos torna limitados e megalomaníacos. Por isso, tenho sérios problemas com pessoas que só pensam em si, que acham que só seus problemas são complicados, que só estas pessoas sofrem, etc. Eu sempre presto muita atenção se alguém mal ouve o que você está falando, te interrompe e começa a falar de si mesmo, como se o que o outro estivesse falando não tivesse a mínima importância. No entanto, o gravitar em torno da própria imagem também comporta outra leitura, que é justamente a preocupação exagerada com uma imagem ideal, esquecendo que precisamos fazer a imagem parte da vida, mas não o ponto central da mesma, afinal um dia morremos e tudo acaba.

Ainda comentando o selo do post da Annie, em que ela fala sobre a neurose de receber elogios. Além da neurose de tentar alcançar uma imagem ideal, as pessoas também estão ficando cada vez mais sedentas por um reconhecimento bobo. Obviamente, qualquer ser humano gosta de receber elogios, mas fazer disto um ponto norteador para a construção de relações é idiotice. Ou seja, só me relacionarei com pessoas que me elogiem? Que bobagem é essa? Além de um comportamento infantilóide, mostra que as pessoas que não conseguem lidar com críticas e com um “não” de vez em quando terão muita dificuldade em amadurecer, já que a vida não é colo de mãe, que nos afaga sempre quando arranhamos o joelho depois de uma queda. Elogios são parte, mas acredito que devemos guardá-los para situações realmente merecedoras e não banalizá-los. Ninguém amadurece achando que é perfeito, mas amadurece justamente na tentativa de sempre melhorar. Nunca estamos realmente prontos!

Bom, vou ficando por aqui.

Beijo a todos,

Jana.

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