Auto-estima e emagrecimento
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É comum ouvir as pessoas relacionarem o emagrecimento ao resgate da auto-estima, que nada mais é que a forma como nos percebemos, como nos relacionamos com nós mesmos. Obviamente a auto-estima não se restringe apenas à aparência, mas a questões profissionais também. É um conceito amplo e que envolve vários setores, digamos assim, da nossa construção como indivíduo.
Já que o Mini Size é dedicado à nossa experiência de perda de peso, então vamos fazer um recorte e centrar o olhar na relação entre auto-estima e emagrecimento. Lanço a questão então para os leitores: sua auto-estima depende da imagem, que você quer alcançar quando atingir sua meta ou você já trabalha a mesma diariamente?
Eu acredito que um dos pontos que mais fazem processos de reeducação alimentar afundarem é justamente o excesso de projeção e de ansiedade, que depositamos no ponto em que queremos chegar. Parece, como já citei uma vez, que a vida só começará depois deste ponto e que tudo que vem antes deve ser esquecido e negado. Eu acredito que a auto-estima deve ser trabalhada todos os dias e que aos poucos aprendemos a nos conhecer melhor e a entender nossos pontos fortes, sem nos esquecermos que podemos trabalhar os pontos mais fracos também, em vez de nos acostumarmos a eles. O que é mais viável? Esperar ou começar agora a viver?
A sociedade cobra demais e acabamos nos cobrando junto, então a insegurança é algo que passa a reger nossas vidas de tal forma, que muitas vezes já antecipamos uma derrota antes mesmo de acontecer. A auto-estima do ser humano não deve se basear apenas na imagem, porque apesar de vivermos em um contexto social que super valoriza a imagem, ela não se sustenta como ponto único nas relações, sejam elas afetivas ou profissionais. É preciso muito mais para sustentá-las. Acredito também que sendo a auto-estima uma construção multifacetada, o indivíduo não deveria colocar como divisor de águas para o alcance da mesma apenas quando conquistasse a ilusão do corpo perfeito. Não há perfeição possível. É interessante também compreendermos que depois de alcançar a meta, não significa que a auto-estima será construída de maneira total. Há pessoas que embarcam em buscas desenfreadas pela perfeição estética e se perdem no meio do caminho, acabando inclusive a não se reconhecer em determinado ponto.
O que fazer também quando a alto auto-estima confunde-se com narcisismo? O que fazer quando deixamos de nos reconhecer como seres falhos e nos colocamos em um ponto em que críticas nunca serão bem vindas? É preciso se amar (obviamente), mas é preciso se reconhecer nas falhas e não nos auto-flagelar diante das mesmas. As falhas é o que nos humaniza e o excesso de culto a nós mesmos, o mergulhar na própria imagem, além de nos afogar, tende a nos afastar do outro. Hoje é muito comum ver meninas enlouquecerem depois que atingem “a meta” e que embarcam num tal culto ao “eu”, que esquecem da relação saudável e necessária com o outro. O outro passa a ser um referencial sempre falho e até mesmo caracterizado como inferior e o “eu” passa a ser super valorizado, empobrecendo as relações e favorecendo mais tarde a um mergulho também na solidão.
Como disse anteriormente, é difícil mesmo construir a auto-estima em um mundo tão exigente e tão permeado de padrões, assim como é difícil também encontrar um equilíbrio entre auto-estima e narcisismo. Os limites são tênues. Melhor mesmo é aprender, aos poucos, através de exercícios constantes, a racionalizar as atitudes, que muitas vezes nos traem e buscar sempre o equilíbrio entre imagem e intelecto, porque quanto mais você exercita seu cérebro, maior a possibilidade de desenvolver uma postura mais lúcida diante de si mesmo também. Não podemos esquecer que aprimorar-se é um processo e é contínuo. Só deixaremos de nos movimentar, de aprender, de nos relacionar com o outro ao deixarmos este mundo, mas até lá temos muito a trazer para nossa vida e nunca devemos perder a noção de que não somos seres prontos. Estamos em constante transformação. Não se engesse!
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Jana, a auto estima é uma coisa muito complicada, principalmente em nós gordinhos.. Se com ela as coisas já ficam complicadas, imagina quando ela vai embora por completo? A minha foi junto com o amor proprio que aos poucos to tentando recuprar. Com ela a nosso favor, tudo fica mais bonito e colorido né?
Beijos
Confesso que na infância, na adolescência aos 20 e poucos anos tive problemas sérios relacionados à auto-estima por ser gorda. Hoje em dia, com 29 anos, as coisas são bem diferentes. É bem mais fácil fugir dos padrões impostos pela sociedade e entender que emagrecer é questão de saúde.
Respondendo à questão, acho que se trabalha a auto-estima diariamente, vivendo e ultrapassando os problemas do dia-a-dia. Para mim a auto-estima depende um bocadinho da imagem que os outros têm a nosso respeito e não tanto comaparência, mas claro que também ajuda. É muito difícil achar uma resposta, trabalha-se constantemente a auto-estima, até ao momento em que ficamos satisfeitos connosco. A partir do momento em que isso acontece, é tudo de bom…
O essencial é gostarmos de nós mesmos, o resto vem por acrescimo. É a minha opinião.
Gostei muito do post, concordo de corpo e alma! Principalmente com isso:
“Eu acredito que a auto-estima deve ser trabalhada todos os dias e que aos poucos aprendemos a nos conhecer melhor e a entender nossos pontos fortes, sem nos esquecermos que podemos trabalhar os pontos mais fracos também, em vez de nos acostumarmos a eles. O que é mais viável? Esperar ou começar agora a viver?”
E com isso:
“Não podemos esquecer que aprimorar-se é um processo e é contínuo. Só deixaremos de nos movimentar, de aprender, de nos relacionar com o outro ao deixarmos este mundo, mas até lá temos muito a trazer para nossa vida e nunca devemos perder a noção de que não somos seres prontos. Estamos em constante transformação.”
Falei hoje mesmo com uma paciente (sou psicóloga)que podíamos usar a metáfora do condicionamento físico para as questões psicológicas, também. Ou seja: quem está muito sedentário fisicamente, cansa-se muito facilmente com qualquer esforço. O que fazer? Começar a caminhar, pouco a pouco, de forma constante. Até que “se ganha em condicionamento físico”.
Gostar da gente mesmo também depende de uma construção, de um esforço, de insistência em tentar acertar, em uma busca constante. O cansaço e o desânimo podem, tal qual “a falta de condicionamento físico”, ser “combatidos” com AÇÕES e flexibilidade no pensamento.
Eu sou uma garotinha de 15 anos com um problema muito grande… eu já fiz de tudo para emagrecer já tomei remedios queimadores de gordura, já perdi kls já ganhei , frequento a academia e de todas lá sou a mais magra, eu nao me sinto bem com o corpo que tenho as pessoas me olham e dizem NOSSA MAIS VC NÃO ESTÁ gorda… simplesmente eu tenho uma doença chamada anorexia… é horrível nem tente saber como e de onde sai eu não aceito e nem me considero só sei que dia e noite minha vontade é de emagrecer nao me contento ao olhar no espelho… so digo algo a vcs, o corpinho 90,60,80 não traz felicidade só traz um olhar a mas ate vc… a verdadeira felicidade esta no EU ME ACEITO TAL COMO DEUS ME FEZ E COMO SOU….